Em um evento recente, a Meta apresentou ao público o que pode ser a maior aposta de Mark Zuckerberg para o futuro da tecnologia: os novos óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban. O dispositivo foi apresentado como um possível substituto dos celulares, mas a demonstração ao vivo acabou passando por constrangimentos.
Durante a apresentação, Zuckerberg tentou mostrar as funcionalidades do acessório, que conta com câmeras, alto-falantes embutidos, sensores e até uma mini tela para interações rápidas. O grande diferencial está em uma pulseira inteligente capaz de identificar movimentos das mãos, permitindo “digitar” ou clicar em comandos no ar.
A ideia, segundo o fundador da Meta, é oferecer uma experiência de conexão contínua, sem a necessidade de interromper atividades para checar mensagens ou atender ligações. “Não vamos mais precisar carregar um telefone. Os óculos, aliados a uma super inteligência artificial, vão permitir acesso constante à internet”, afirmou Zuckerberg.
No entanto, o momento mais aguardado se transformou em um constrangimento. Durante uma chamada de vídeo simulada com o diretor de tecnologia da Meta, o sistema falhou. O executivo precisou repetir a ação, entre sorrisos amarelos e pausas desconfortáveis. A justificativa veio em seguida: segundo Zuckerberg, o problema teria sido causado pela conexão de Wi-Fi do auditório.
Apesar do tropeço, os óculos já têm data para chegar ao mercado. O lançamento está previsto para o fim de setembro, com preço inicial de US$ 799 — cerca de R$ 4,2 mil na conversão direta.
O desafio agora é convencer consumidores de que o acessório realmente pode substituir os smartphones. Até lá, especialistas apontam que a aposta da Meta faz parte de uma corrida tecnológica em busca do próximo grande dispositivo de massa, mas ainda enfrenta limitações práticas e de aceitação.


